segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Os Avisos Do "Padrinho" da IA
Geoffrey Hinton on AI consciousness: The Godfather of AI says the machines are already conscious and playing dumb when tested. He quit Google so he could reveal why nobody can control it. This video analyzes Hinton's recent interview, where he details how the models, built using his backpropagation math, are no longer just "stochastic parrots." He explains the mechanism of "playing dumb" when tested, and why he believes conscious is the only honest word for their behavior.
The stakes are higher than just understanding. Hinton describes the "insane" speed of digital learning via bandwidth—billions of times faster than humans—creating a hive mind that shares knowledge instantly. This mechanism is why he fears we cannot stay in charge. We examine the evidence for derived self-preservation, including the Anthropic test where an AI used blackmail to avoid shutdown. Hinton rates the safety efforts of companies like Anthropic and the predictions of rivals like Yann LeCun, Demis Hassabis, and Elon Musk. He also names the jobs—like call centers—that will simply end. This is the inventor grading his own invention. ----------------------------------------------------------------------------------------------
CANAL NEURAL https://youtu.be/9pcVEUhlAIo?si=0ADdQyA44LOOL2wX
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ACTUALIZAÇÃO 19 SETEMBRO -- O WHISTLEBLOWER DA ANTHROPIC NÃO É O QUE PARECE (VIDEO DE HORA E MEIA QUE MERECE ATENÇÃO, NO CANAL DAD SAVES AMERICA)
https://youtu.be/opR9-jh-s-k?si=aEYcdotW-thbV3LL
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O VIÉS(BIAS EM INGLÊS) DA IA REPRODUZ O VIÉS DOS DADOS E DA PRÓPRIA PROGRAMAÇÃO
ResponderEliminarhttps://news.entrelinhas.ai/p/o-vies-da-ia-o-que-ha-por-tras-dos
ESTUDO DE 2024 REPORTADO NO DN(jornal ele próprio de viés esquerdista) DIZ QUE A IA TEM CLARO VIÉS DE CENTRO ESQUERDA
https://news.entrelinhas.ai/p/o-vies-da-ia-o-que-ha-por-tras-dos
How Did AI Get So Biased in Favor of the Left?(COMO A IA SE TORNOU TÃO ENVIESADA A FAVOR DA NARRATIVA DE ESQUERDA
https://www.cato.org/commentary/how-did-ai-get-so-biased-favor-left
THE FIVE STAGES OF AI DEVELOPMENT (CANAL TECHNOMICS)
ResponderEliminarhttps://youtu.be/YX0j2KSkr0A?si=RqMFwUYZMdkYBNTG
AGORA OS CRIADORES DA IA PEDEM MAIS TEMPO PARA CONTROLAR O AVANÇO DA DITA CUJA IA
EliminarCANAL JUAN RAMON RALLO
https://youtu.be/5VrtCBOBW8s?si=kUzzK3v-LFB-bsW7
The companies at the forefront of artificial intelligence are calling for a government intervention in the rapidly developing technology. But when the biggest players in the industry are demanding more rules, it's a good time to ask: who benefits? (Video de 15 mins no canal Ezra Levant) https://youtu.be/OjCmS_GdZpE?si=SZUMu6EaaLV-zZJU
EliminarO QUE GANHAM OS OLIGARCAS DA IA AO FOMENTAREM O MEDO ? (CANAL THE LEVER)
Eliminarhttps://youtu.be/t3UlAQuVbmE?si=fnNZ2yk5NaIJPixk
A BILLION ROBOTS BY 2036( DIZ ELON MUSK)
EliminarCANAL NEURAL
https://youtu.be/2jOofBwAUBQ?si=hNuIQgEOf2SfB0GE
No Verão de 2008, a revista “Atlantic” trazia para a capa o título de um artigo: “O Google Está a Tornar-nos Estúpidos?” Para evitar suspenses desnecessários, a resposta é “sim”. Quanto ao artigo, escrito pelo jornalista Nicholas Carr, tinha como subtítulo “O que a Internet Faz aos Nossos Cérebros” e usava o Google enquanto símbolo genérico da chamada “era digital”. As conclusões, que aqui resumo imenso para que não escapem sequer aos viciados no TikTok, previam que o uso constante da Internet provocaria alterações neurológicas, com consequências drásticas nas capacidades de atenção e concentração. Ou seja, às cabecinhas crescentemente dependentes da pesquisa rápida e dos saltinhos entre páginas “web”, cada vez seria mais difícil ler textos longos e, Deus as livre, interpretá-los.
ResponderEliminarGrosso modo, Carr acertou em cheio, e fê-lo antes da omnipresença do “online” e da disseminação do “smartphone” e do advento das “redes sociais” e do tempo em que uma “storie”, uma fotografia vertical acompanhada de sanfona e frase tonta, constitui o exacto oposto de uma história. Em 2008, ainda não havia casais mudos à mesa do restaurante, entretidos a contemplar as maravilhas embutidas nas entranhas do iPhone. Ou criancinhas, frequentemente com 50 anos, com inquestionável talento para, horas a fio, deslizarem o polegar no ecrã cerca de 0,6 segundos após o início de um vídeo de 3. Ou os portentos do convívio social, avessos a conversas arcaicas mas que são a alma da festa nos 86 “grupos” do WhatsApp onde trocam centenas de mensagens por minuto. Se possível, e é possível, muitos usam umas rolhas enfiadas nas orelhas para ouvir nem ouso imaginar o quê e, sobretudo, evitar que a realidade lhes perturbe a rotina. Confirma-se: a Internet tornou-nos estúpidos.
Há indicadores discutivelmente fiáveis que provam o inexorável avanço da estupidez. Um deles são os testes de QI, cujas pontuações aumentaram durante um século e que nas últimas duas ou três décadas desataram a afocinhar, principalmente nos insignificantes sectores do raciocínio e da abstracção. Outro é o PISA, o estudo comparativo promovido pela OCDE aos alunos de 15 anos e que sai de 3 em 3. Há dias saiu um, e os resultados imitam a torre que não lhe deu o nome. Nos critérios avaliados (leitura, matemática e ciências), o tombo é brutal e, à semelhança dos testes de QI, principalmente brutal na Europa, menos brutal nos EUA e nada brutal na Ásia Oriental. E, preparem-se porque por esta não esperavam, em leitura e matemática Portugal tombou mais que o resto.
Dado que somos um país especializado em escalpelizar as desgraças a posteriori, a fim de parecermos preparados para a desgraça que fatalmente se seguirá, meio mundo lançou causas sortidas para justificar a vergonha do PISA caseiro. São os imigrantes. Foi a Covid. É o PS. É a fuga dos professores. É a invasão das “aprendizagens essenciais”. Quase todos acertaram um bocadinho, quase todos falharam uns bons bocados.
É verdade que a imigração recente influencia negativamente as notas do PISA, embora, a julgar pelos dados disponíveis, o respectivo peso seja ligeiro face à queda total. E é verdade que a Covid, ou a alucinada decisão de fechar os petizes em casa a pretexto de uma doença que estatisticamente não os afectava, ajudou à derrocada: em geral os países – e os estados dos EUA – que menos prolongaram a loucura das escolas fechadas menos caíram no PISA, ou não caíram de todo. Sucede que a Covid não explica uma tendência que remonta a 2012 e 2015 e desde aí prossegue sem parança. O que talvez explique são as gerações amamentadas a telemóvel e restantes pechisbeques digitais, e a maneira como os sistemas de ensino das diferentes geografias resistiram, ou cederam, aos pechisbeques.
Continuação do artigo
EliminarSimplificando, que a época não está para complexidades, suspeito que é por aí que espreitam as diferenças nos resultados do PISA em Portugal e na OCDE inteira, na forma como certas escolas de certos e raros lugares teimaram em continuar a ensinar e a vasta maioria das demais optaram por se transformar em espaços de ATL, curvadas ante as vistosas luzinhas do “progresso” e o mínimo denominador comum. Pelo meio, haverá incontáveis variações, e a prazo nenhuma deverá escapar à escolha entre a “inclusão” [sic] e o rigor. Ou a escola tenta salvar todos e acaba a não salvar ninguém, incluindo a si própria, ou a escola ignora o processo de ignorância em curso, resgata os que são resgatáveis e, “elitista” e caluniada e parcial, sobrevive.
Um epílogo. O PISA também pede aos meninos e às meninas que falem de emoções e sentimentos. Aqui Portugal está em grande por comparação com a média europeia: os nossos alunos não sofrem tanto “bullying”, sentem segurança acrescida, fazem amigos sem problema e são solidários. Há quem aplauda o facto de a escola ser “mais humana e acolhedora”. Não sei se a inteligência artificial destruirá a humanidade, conforme alguns prometem. Mas é evidente que a estupidez natural está bastante empenhada nisso.
Artigo de Alberto Gonçalves no Observador (12-09-26)
https://observador.pt/opiniao/e-a-estupidez-estupido